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Rossi será geradora de caixa em 2012

Fonte: Valor Econômico - SP

Publicado em: 11/11/2011

A Rossi espera se tornar geradora de caixa operacional a partir de meados de 2012. Na prática, isso significa que vão entrar mais recursos na companhia do que o caixa que será queimado com os investimentos.

Com o início da entrega dos imóveis lançados principalmente em 2008, a Rossi está acelerando o repasse dos clientes para os bancos, o que resulta em maior entrada de recursos.

No terceiro trimestre, a empresa reduziu seu consumo de caixa para R$ 93 milhões, ante R$ 195 milhões no mesmo período de 2010 e R$ 198 milhões no segundo trimestre de 2011.

O aumento da participação dos projetos de baixa renda (unidades de até R$ 200 mil) no mix da Rossi também contribui para os seus planos de passar a ter fluxo de caixa positivo a partir de 2012, pois o ciclo de produção desse segmento é mais curto. No setor, a receita é contabilizada à medida que as obras avançam.

O uso da tecnologia construtiva de pré-fabricados pela Rossi também possibilita a redução dos ciclos produtivos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Cássio Audi.

Essa tecnologia é usada em unidades voltadas para a média e baixa renda. "Das cerca de 59 mil unidades que temos em construção atualmente, utilizamos pré-fabricados em 45%", conta o executivo.

A evolução das obras se refletiu na receita líquida apurada pela companhia no terceiro trimestre, que cresceu 16%, para R$ 749 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 13%, para R$ 149 milhões. Já o lucro líquido ficou em R$ 86 milhões, 7,5% abaixo dos R$ 93 milhões do terceiro trimestre de 2010.

A Rossi divulgou também o lucro líquido ajustado de R$ 96 milhões, que desconsidera a despesa não recorrente de R$ 10 milhões referente à campanha de 30 anos da companhia.

No terceiro trimestre, a companhia registrou margem bruta de 30%, ante 29,7% no intervalo equivalente de 2010. Na média móvel de 12 meses, a margem bruta deverá ficar estável, nos níveis atuais, conforme Audi.

A Rossi lançou R$ 1,2 bilhão no trimestre, sendo de R$ 1 bilhão a parcela da companhia. No acumulado de janeiro a setembro, os lançamentos somaram R$ 3,5 bilhões - a fatia da empresa foi de R$ 3 bilhões. Já as vendas contratadas somaram R$ 1,2 bilhão (parte Rossi de R$ 917 milhões) no trimestre e R$ 3,4 bilhões no ano (parte da companhia de R$ 2,6 bilhões).

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