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Rossi cria marca para segmento econômico

Fonte: Correio Popular - SP

Publicado em: 21/06/2009

As empresas descobriram o potencial de consumo das chamadas classes C e D, que formam um contingente de 86 milhões de brasileiros, com renda mensal de até R$ 4 mil. Para atingir esse público-alvo, a estratégia é o desenvolvimento de produtos específicos para conquistar sua renda disponível — aquela que permite a aquisição de produtos mais sofisticados depois de adquiridos os bens essenciais e os não essenciais.

A Rossi, uma das maiores construtoras e incorporadoras do País, avaliou o segmento econômico e decidiu investir neste potencial de mercado com o anúncio de sua estratégia de fortalecimento no setor. Com nome forte no mercado mais sofisticado, lançou há dois anos itens de produtos econômicos na linha Rossi Ideal. O objetivo de participar do plano habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. A estratégia da marca é atingir o segmento supereconômico com o lançamento entre 13 mil e 15 mil unidades neste ano, nas linhas Rossi Ideal, Praças e Villa Flora, o que inclui imóveis a partir de R$ 42 mil, a serem construídos em todas as regiões do País.

A empresa criou uma unidade de negócios específica para este segmento econômico. O diretor da área, Rodrigo Martins, diz que a Rossi trabalha para oferecer opções de moradia com qualidade, apesar de ser conhecida por estar ligada à construção de imóveis de maior valor. O anúncio da Rossi Ideal foi possível justamente pela experiência da empresa nos anos 90, quando participou do mercado econômico com o Plano 100. Agora, a nova linha de produtos atende à demanda criada pelo pacote habitacional do governo com financiamento de até 30 anos, subsídios do governo e taxas especiais de juros.

Martins avisa que o segmento econômico da Rossi Ideal não significa mudança na forma de trabalho, já que os imóveis terão baixo custo de produção com qualidade. Os novos empreendimentos foram desenvolvidos com auxílio de pesquisas feitas com exclusividade para a Rossi, visando o menor custo operacional e a satisfação do público que ganha de zero a 10 salários mínimos. As construções serão feitas com materiais sustentáveis para que, no longo prazo, se mantenha baixo o custo de manutenção do condomínio. O primeiro empreendimento dessa nova linha é o Rossi Ideal Vila Brasil, lançado no mês passado em Benfica, no Rio de Janeiro.

O diretor regional Campinas e Oeste Paulista da Rossi, Valdemar Gargantini, fala que a construtora sempre atuou de forma eclética, atingindo desde a classe C, com o Plano 100, até a A+. “Com o plano habitacional do governo federal, queremos atingir também a classe D, que é a categoria mais desfavorecida. Mas não estamos lançando uma nova empresa para atender este público. Definimos uma marca nova para identificar o produto para este segmento”, afirma.

Entre os projetos da Rossi Ideal estão dois empreendimentos em Capinas: um às margens da Rodovia Santos Dumont e outro na região do Parque Prado. “Não sabemos qual será o primeiro, pois depende de aprovação na Prefeitura. Mas o primeiro deve sair ainda no começo do segundo semestre”, diz Gargantini.

Uma pesquisa do Instituo Ipsos-Opinion aponta que nos hábitos de consumo, especialmente, da classe C, há semelhanças com os das A e B. Entre os objetos mais desejados está o computador. Os imóveis ocupam a segunda posição no ranking dos desejos da classe média, seguidos pelos eletroeletrônicos mais sofisticados, como TVs de tela plana, plasma ou cristal líquido.

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