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Rossi acelera lançamentos no trimestre para R$ 1,4 bilhão

Fonte: Valor Econômico - SP

Publicado em: 12/11/2010

A Rossi acelerou os lançamentos no terceiro trimestre e colocou R$ 1,4 bilhão em novos produtos no mercado. Foi mais do que a companhia lançou em todo o primeiro semestre. De janeiro a setembro, lançou R$ 2,3 bilhões e a meta para o ano é de R$ 3,3 bilhões.

Em vendas, a empresa atingiu R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre - 63% acima do ano passado - e R$ 2,8 bilhões nos primeiros nove meses do ano, dos quais R$ 2,2 bilhões apenas da parte Rossi. Em vendas, no primeiro semestre, a companhia havia ficado em último no grupo das grandes, o chamado primeiro escalão, formado por PDG Realty, Cyrela, MRV, Brookfield e Gafisa, além da própria.

A velocidade de vendas da Rossi atingiu 27%. "É o sétimo semestre consecutivo de crescimento", diz Cássio Audi, diretor financeiro e de relações com investidores.

O lucro líquido da companhia foi de R$ 95 milhões no trimestre, alta de 54% sobre os R$ 62 milhões do mesmo período de 2009. No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido havia sido um pouco maior: de R$ 109 milhões. O número ficou acima da projeção feita pelo Credit Suisse, que estimava R$ 89 milhões de lucro para a Rossi. A margem líquida foi de 14,7%, ligeiramente cima dos 14,3% no terceiro trimestre do ano passado, mas abaixo de 16,8% obtido no segundo trimestre deste ano.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 644 milhões no trimestre, alta de 49% sobre os R$ 430 milhões obtidos de julho a setembro de 2009. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) somou R$ 132 milhões, 26% acima do mesmo período do ano anterior. A margem lajida, no entanto, caiu de 24,5% para 20,5% na mesma comparação.

Segundo Audi, o terceiro trimestre sofreu maior impacto do aumento do INCC (Índice Nacional da Construção Civil) e foi menos uniforme em ternos de vendas: julho foi afetado pela Copa do Mundo e férias, agosto ficou no nível histórico e setembro, muito forte. "Mas o nosso custo acaba sendo inferior ao INCC por conta da diversificação geográfica que temos", explica. As cidades de São Paulo e Rio, onde os custos são maiores, representam cerca de 8% das vendas totais cada uma.

A companhia mantém uma posição de caixa sólida. As disponibilidades somam R$ 1,284 bilhão. A dívida líquida ao final de setembro estava em R$ 875 milhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido é de 34,3%, uma das mais baixas do setor.

Neste ano, a empresa iniciou um forte trabalho de verticalização de sua estrutura para atender as construções populares - a baixa renda representa 74% dos lançamentos em unidades e 51% em volume financeiro. Passou a fazer fábricas em lugares onde tem vários canteiros. Nesse trimestre, concluiu duas fábricas. Uma na cidade de Serra (ES), onde produzirá estruturas pré-fabricado, com capacidade de construção de mil unidades por ano. Em Manaus, terá uma fábrica de paredes e lajes, com capacidade para 1,2 mil unidades ao ano. Já tem duas fábricas em Campinas, duas no Sul e planeja abrir mais uma no Rio de Janeiro.

Nesse trimestre, a Rossi fechou uma joint venture com a Toctao Engenharia para atuar em Goiás. A companhia também abriu um novo escritório no Maranhão e estreou nos Estados do Piauí, Paraíba e Alagoas. "Vamos sair de 80 cidades para 120 até o fim do terceiro trimestre de 2011", diz Audi.

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