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Preservação arquitetônica e paisagística e integração de áreas são as tônicas do Rossi Fiateci

Fonte: Pense Imóveis - RS

Publicado em: 24/05/2011

Preservação arquitetônica e paisagística e integração entre o antigo e o contemporâneo são as tônicas do projeto Rossi Fiateci, na Zona Norte de Porto Alegre. O empreendimento, um retrofit da área de uma antiga fábrica de tecidos que pretende marcar a revitalização do 4º Distrito, reúne três torres residenciais, uma torre comercial e um centro de compras. O retrofit, que, de forma simples, significa recuperar a conservar edificações antigas dando-lhes um novo uso, tem inspiração nas revitalizações de maior sucesso no mundo: os bairros Tribeca e Soho, em Nova York, e Puerto Madeiro, em Buenos Aires.

No complexo, o uso de madeira certificada de reflorestamento, a preocupação com a escolha da vegetação utilizada para o projeto paisagístico e a conservação de árvores centenárias são ações que estão em sintonia com a ideia de revitalizar o espaço da antiga fábrica de tecidos do 4º Distrito preservando os galpões fabris existentes e, ao mesmo tempo, construir prédios usando elementos contemporâneos.

A preservação paisagística começa na escolha de material para a execução dos pergolados  estruturas abertas erguidas no jardim. Neles e no playground serão utilizadas madeiras de reflorestamento certificadas. Conforme o arquiteto responsável pelo projeto paisagístico do complexo, Guilherme Takeda, essa lógica também influenciou na escolha das árvores usadas nos jardins. A opção ficou com exemplares frutíferos nativos como pitangueiras, cerejeiras-do-mato e jabuticabeiras.

Playground (primeira imagem) e área da Churrasqueira (segunda imagem) serão feitos com madeira de reflorestamento certificada

As espécies frutíferas escolhidas para o projeto trarão visitantes ilustres para o empreendimento: os pássaros que vivem nas ilhas do Guaíba. Atraídos pelas frutas, eles devem “dar um colorido extra ao jardim”, comenta Takeda. A paisagem será complementada por espécies cuja época de florada se intercala para manter as flores o ano todo: madressilva e gardênia, que liberam odores agradáveis nas estações mais quentes, e jasmim-estrela, que perfuma em épocas mais frias. Ao cair do sol, quem vai dar o clima são as damas-da-noite.

O trabalho de preservação feito pela Rossi, que começou na escolha do material para o pergolado, continua na preservação de árvores centenárias que já existiam em frente à construção fabril original. Elas serão mantidas em uma praça tombada e cedida à Prefeitura de Porto Alegre.

Em termos de sustentabilidade, a preocupação do projetista foi mais longe que a simples escolha estética. Takeda explica que houve ainda um raciocínio ecológico na hora de definir o tipo de piso do estacionamento e em áreas que nem sempre são identificadas pelo público como trabalho paisagístico. Nesses espaços a pavimentação será feita com concregrama, um tipo de lajota de concreto que tem gramíneas entre uma peça e outra, e permite a penetração da água e sua absorção gradual pelo solo, evitando encharcar o lençol freático.

Takeda destaca, ainda, o grande número de pergolados distribuídos em diferentes espaços do jardim. A ideia é criar vários locais de estar no empreendimento, de modo que cada morador possa escolher o seu espaço favorito. “A concepção do projeto busca integrar externas a outros espaços de uso comum do empreendimento”, continua o arquiteto.

Assim, espaços internos do Rossi Fiateci têm janelas ou vãos que unem o jardim e o interior, ampliando as áreas.

Os espaços de integração são um dos pontos fortes do Rossi Fiateci. No Pub Lavanderia, a intenção é transformar um momento monótono do cotidiano em um momento de descontração, um ambiente para “socializar, ler jornal ou fazer atividades agradáveis sozinho ou na companhia de amigos”, destaca Raul Pegas. Ele assina o projeto arquitetônico das áreas comuns do Rossi Fiateci. O espaço conta com jukebox e telão, alem das máquinas de lavar roupa.

Xadrez Gigante é um espaço inusitado e o Pub Lavanderia é destaque entre espaços de integração

O conceito central que guiou o projeto desses espaços comuns é o mesmo que orientou o retrofit de todo o empreendimento: a preservação da história da antiga Fiateci, que abriga uma parte do complexo Rossi Fiateci, agregando modernidade e tecnologia disponíveis atualmente. “Dosamos o que há de bom do antigo com o que há de bom do moderno”, conceitua Pêgas. Segundo ele, as principais inspirações para as áreas comuns foram o esplendor da fábrica de tecidos em outras épocas e as mais novas tendências apresentadas em feiras internacionais, como a Feira de Milão, evento de referência em design no mundo.

O mix entre antigo e contemporâneo também fica claro em detalhes arquitetônicos do Salão de Festas e da área de Fitness. “No Salão, o estofado Chesterfield, clássico da decoração de interiores, divide espaço com poltronas em acrílico, um material moderno”, continua o arquiteto.

No mesmo espaço, o forro de gesso branco contrasta com um rebaixo em madeira, que remete ao estilo da fábrica. O teto do espaço Fitness segue o mesmo estilo, e nesse ambiente também se pode citar a combinação entre a chapa de inox que reveste uma das paredes com o tijolo rústico de outra parte do espaço.

“A mistura de elementos clássicos com soluções contemporâneas traz aconchego ao ambiente e mostra a ligação do interior do empreendimento com o espírito de suas fachadas”, resume Pêgas.

Espaço Web Garden, com recurso de wi-fi, é exemplo de integração de tecnologia e elementos contemporâneos no mix de linhas clean e paisagem

A história de desenvolvimento do 4° Distrito, região de Porto Alegre em que está o Rossi Fiateci, aparece bem no estilo arquitetônico das fachadas da antiga fábrica de tecidos. E para preservar o patrimônio, a técnica do retrofit  em que prédios antigos são revitalizados e usados para novas atividades econômicas  foi a escolhida.

Parte do trabalho de revitalização inclui o projeto arquitetônico dos novos prédios, que não faziam parte da paisagem local quando a fábrica foi erguida, em 1891. Quem assina os projetos das torres residenciais e da torre comercial é o arquiteto Ronaldo Rezende. Ele explica que as torres foram concebidas com visual moderno e clean, acompanhando as tendências atuais de arquitetura. “A ideia é que os edifícios pareçam novos, porque eles são, mas que não ofusquem a beleza dos prédios históricos”, explica o profissional. Ele continua, dizendo que o uso do contemporâneo evidencia a intervenção que está sendo feita no local, mas conversa com a revitalização, “compondo um conjunto agradável”.

A escolha de cores foi outro fator importante, pois segue a linha de tons usada nos galpões da antiga fábrica  próxima às tonalidades usadas nas construções da época , mas com nuances contemporâneas. “As cores não contrastam, elas compõem em harmonia”, resume Rezende.

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