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Pessoas que vivem sozinhas são o mais recente nicho de mercado das construtoras

Fonte: Correio Braziliense - DF

Publicado em: 20/03/2011

Há alguns anos, quem era solteiro ou desejava morar sozinho no Distrito Federal costumava ter somente duas alternativas de moradia. Ou optava por uma quitinete — sendo que muitas delas foram criadas para ser salas comerciais, e tornaram-se apartamentos improvisados —, ou ocupava um quarto de apart hotel, sem possibilidade de dar à residência um toque pessoal.

Essa realidade muda aos poucos. Atentas à demanda de um público numeroso por casas em tamanho compacto, mas sem deixar de lado a qualidade, construtoras passaram a investir nesse filão. Atualmente, há quatro empreendimentos do tipo sendo erguidos no DF, e alguns poucos prontos. Além de apartamentos no estilo quarto, sala e cozinha, cada um deles oferece atrativos que facilitam o estilo de vida corrido de quem não pode contar com todo o suporte e estrutura da vida em família. Lavanderia, lojas de conveniência e restaurantes no interior do prédio são exemplos. As unidades venderam bem, o que anima o mercado imobiliário a continuar apostando no segmento.

“Como são apartamentos mais baratos, atraem uma grande quantidade de investidores, que sublocam. Há vários jovens comprando também. É o primeiro imóvel de muitos deles”, afirma Frederico Kessler, diretor regional da construtora e Incorporadora Rossi. Ele comemora a venda de quase todos os 264 apartamentos do primeiro projeto da empresa no DF exclusivamente direcionado a jovens e solteiros. “Só restam um ou dois disponíveis”, garante. Situado em Águas Claras, o empreendimento foi lançado no fim de 2009, e tem previsão de entrega das chaves em 2012.

Atualmente, o preço de uma unidade no prédio é R$ 272 mil. O valor do apartamento, que tem 33m² e um dormitório, é próximo ao cobrado por alguns mais espaçosos e com mais quartos. Na própria cidade de Águas Claras, por exemplo, há unidades de dois quartos prontas para morar e com espaço superior a 60 m² ao custo de R$ 290 mil. Entretanto, o projeto cheio de praticidades direcionadas aos solteiros é que agrega valor ao empreendimento da Rossi.

“Além de academia, churrasqueira, piscina, área social onde o jovem possa receber os amigos, a gente terá um shopping. Farmácia, restaurante, tudo de que o morador necessitar, ele terá quase dentro de casa”, diz Frederico Kessler.

O diretor regional da Rossi afirma que se de um lado houve o cuidado de proporcionar um aparato de conforto, do outro os projetistas trataram de manter o foco em criar áreas comuns modestas em tamanho e sofisticação, nada comparáveis àquelas que vêm no pacote do novo conceito de condomínio-clube, desenhado para famílias. “É um lazer desenhado para o nosso público-alvo, que atende a uma necessidade mínima”, afirma.

Mas toda essa praticidade, aliada a espaços de diversão, por mais modestos que sejam, é realmente imprescindível para quem vai morar só? E a taxa de condomínio, não fica onerada? Tarcísio Leite, diretor de Incorporação da Via Engenharia, assegura que o tipo de morador visado pelas construtoras e incorporadoras deseja ter todos esses confortos à mão, e pode pagar por eles. Garante ainda que o condomínio não fica excessivamente caro.

“Entre esse público de solteiros, descasados, viúvos, a maioria é formada por pessoas que passaram em concursos públicos ou vieram ocupar cargos no DF. Há ainda um outro perfil, de pessoas que vêm para a cidade trabalhar por alguns anos e trazem a família depois. Eles se dispõem a pagar um aluguel em torno de R$ 1 mil, R$ 2 mil. Como são sozinhos, preferem um ambiente menor. Mas querem alternativas para receber visitas, reunir-se com amigos. Opções como serviços pay- per-use e lavanderia também são muito bem-vindos”, explica Leite.

Quanto ao gasto mensal com a tarifa de condomínio, o diretor de Incorporação diz que o rateio por um grande número de moradores ameniza o valor final. Ele acrescenta que os hidrômetros individualizados contribuem ainda mais para o barateamento. “De 50% a 70% da taxa é formada pela água. Com o consumo individual, ela encolhe”, afirma. De acordo com ele, a Via esteve à frente de dois empreendimentos, hoje prontos, destinados a jovens solteiros. Um fica no Sudoeste, e o outro no Guará. Ambos têm piscina, academia, sauna e outras opções de lazer. “Em ambos, o condomínio não ultrapassa R$ 200 mensais”.

A Via tem um projeto de apartamentos de um quarto em andamento, no Setor Noroeste. Com unidades de tamanhos que vão de 33m² a 95m², algumas delas duplex, o local, que tem previsão de entrega em dezembro de 2012, terá piscina, academia, spa, espaço gourmet, cinema, churrasqueira, salão de festas e lavanderia coletiva. A empresa pretende lançar ainda, nos próximos meses, um edifício para solteiros em moldes semelhantes na 404 Sul, em um dos últimos terrenos livres do Plano Piloto.

Outra empresa investindo no filão dos solteiros e jovens em terras do DF é a OAS, que tem dois projetos em andamento voltados para esse público em Águas Claras. Um terá serviços pay-per-use e máquinas de lanches e refrigerantes. O outro, um shopping em seu interior. Ambos contarão com áreas completas de lazer.

Para atender à variedade de expectativas e modelos familiares, o padrão condomínio-clube oferece opções de lazer para todas as faixas etárias e estilos de vida. Piscina, espaço mulher, espaço gourmet, lounge, quadras recreativas, decks, academia, salão de jogos e lan house costumam fazer parte desse tipo de empreendimento. São itens que, até há pouco tempo, só eram encontrados em imóveis de alto padrão e se tornaram tendências em empreendimentos voltados para a classe média.

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