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Os planos da Rossi para crescer no Norte

Fonte: Exame - SP

Publicado em: 07/03/2011

Pouco mais de um ano após a criação da Capital Rossi – joint-venture entre a paulista Rossi e a amazonense Capital –, a empresa começa a expansão pela região Norte. Em 2010, a Capital Rossi lançou 11 projetos de um total de 24 previstos até 2011. A meta é encerrar este ano com 1,2 bilhão de reais em vendas na região (o número de projetos para este ano ainda não foi definido). A Rossi levará, neste ano, a Manaus um modelo de bairro planejado – ainda sem detalhes – que está sendo discutido há um ano e meio.

Em outubro, a empresa chegou a Belém, no Pará, que também estava dentro da estratégia inicial da nova companhia. Mas não são apenas as capitais que sustentarão o crescimento da Capital Rossi na região. “O interior do Pará também é forte. A ideia é estar presente em cidades não óbvias. Ainda não sabemos qual será a próxima”, disse a EXAME.com Pauderley Avelino, presidente da Capital Rossi. (Ele tem um irmão gêmeo chamado Pauderney, deputado federal do DEM, que participou da votação pelo salário mínimo de 565 reais, proposta derrotada pela base aliada). A próxima cidade na região será decidida no segundo semestre entre quatro opções. A empresa não diz quais são, mas afirma que Porto Velho está na lista.

O Norte se tornou um alvo interessante para as incorporadoras e construtoras pela sua economia crescente, que fez o mercado imobiliário disparar. Segundo os últimos dados do IBGE, de 2008, a região corresponde a 5,1% de toda a riqueza gerada no país. Tantos números chamaram a atenção da construtora e incorporadora paulista Rossi, que, entre as 73 cidades onde atua, não tinha presença na região até 2009. Porém, antes de ingressar no mercado manauara, a Rossi seguiria com sua estratégia: buscar parceiros para regiões que não conhecia (a ideia é ter operações em mais 50 cidades em todo o país).

A primeira escolha foi desembarcar em Manaus, que teve um crescimento populacional de 9% nos últimos três anos, enquanto o resto do país avançou 3%. A capital amazonense preenchia requisitos básicos para a Rossi: mínimo de 200.000 habitantes, boas taxas de crescimento populacional, renda per capita e presença ainda fraca de grandes concorrentes. “Ao andar pela cidade, sempre via imóveis da construtora Capital. Decidi, então, procurar a empresa, que não conhecia”, conta o baiano Fernando Nascimento, então diretor de novos mercados da Rossi, e atual diretor da Capital Rossi. A Capital era a líder de mercado na cidade.

Nascimento desembarcou na capital amazonense no final de 2007 para buscar novos parceiros. A construtora Capital, fundada em 1974 pelo engenheiro manauara Pauderley, dominava a região. “Resolvi conversar com a Rossi, porque era uma forma de expandir as operações com menos riscos”, diz Pauderley.

Em oito meses, a Rossi e a Capital iniciaram o primeiro projeto juntas, batizado de Vila Jardim, parte do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida. Lançado em setembro de 2009, em 20 dias foram vendidas 1.300 unidades do total de 1.900. O restante se esgotou no final do ano. O bom resultado levou a criação da joint-venture Capital Rossi, em dezembro do mesmo ano, em que cada empresa detém uma participação de 50%. Agora, ambas investem em projetos de preços variados – residenciais e comerciais. “Assim conseguimos ampliar o número de clientes”, diz Nascimento.

A associação entre as empresas aconteceu num momento em que a Capital viu sua liderança ameaçada pelo crescimento das concorrentes – o que não durou muito. A Capital Rossi retomou a liderança de Manaus, mas o plano é mais ambicioso. Desde o início, a ideia era se tornar forte em toda a região.

Apesar dos bons resultados, a diversificação é uma estratégia para impulsionar a tímida participação de mercado de 0,49% que a Rossi tem no pulverizado mercado imobiliário entre as incorporadoras. A liderança é da Cyrela, que detém 6,25%, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), com base nos dados de 2009. “Há ainda um grande mercado na região a ser explorado e é nisso que vamos investir”, diz Nascimento.

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