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Obras podem começar ainda neste ano

Fonte: Diário do Comércio - MG

Publicado em: 28/04/2011

  As obras do Projeto Granja Werneck, localizada na região do Ribeirão Isidoro, no Vetor Norte da Capital, estão previstas para começar entre o fim deste ano e o início de 2012, quando deverá ser concedida a licença de instalação (LI). O consórcio, formado pelas construtoras Direcional Engenharia e Rossi protocolou em fevereiro, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o estudo e o relatório de impacto ambiental (EIA/Rima). No próximo dia 5, será realizada audiência pública para apresentar à população os detalhes do empreendimento.

  A ideia é construir, em uma área de 3,5 milhões de metros quadrados, um bairro planejado para 70 mil pessoas. O processo, no entanto, poderá ser agilizado, já que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) irá usar as primeiras unidades construídas  cerca de 3 mil leitos para abrigar turistas que visitarão a cidade em função da Copa de 2014, além de jornalistas.

  Como a PBH tem interesse em acelerar os trabalhos, a expectativa das empresas é de que as concessões das licenças ambientais não atrasem. O projeto executivo já está finalizado e as construtoras estão prontas para começar as obras. O investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão e a previsão é de que toda a obra seja concluída em até 10 anos.

  Além da cessão de unidades habitacionais para abrigar visitantes durante o evento esportivo, as empresas também se comprometeram a construir todo o equipamento urbano do novo bairro, como redes de luz e esgoto, escolas públicas, postos de saúde, parques, áreas de lazer e vias de acesso.

  A contrapartida poderá ser feita diretamente na construção destes equipamentos ou através de depósitos em dinheiro em um fundo administrado pelo Executivo municipal. Segundo cálculos da prefeitura, cada metro quadrado de área residencial construída no bairro demandaria pagamento de R$ 180,00 pelos empreendedores. Já para construções comerciais, o pagamento seria de R$ 300,00 o metro quadrado.

  Entre as obras estruturais assumidas pelo consórcio está a construção da Via 540, um trecho de seis quilômetros de extensão que ligaria a estação de metrô do Vilarinho à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) do córrego do Onça.

   O projeto executivo do novo bairro, batizado de Granja Werneck, foi realizado pelo escritório do ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner, urbanista reconhecido mundialmente. A área contará com espaços exclusivos para pontos comerciais, denominadas "aldeias", além de pequenos comércios em cada quarteirão.

  A expectativa é de que no auge das obras o empreendimento tenha até 5 mil operários no canteiro de obras. Os prédios serão destinados às classes B e C. E, num primeiro momento, terão apartamentos de dois ou três quartos que, em valores de hoje, custariam entre R$ 120 mil e R$ 200 mil.

  Segundo o gerente de Novos Negócios da Direcional Engenharia, Renato Michel, o Valor Geral de Venda (VGV) é de R$ 2,5 bilhões. E, ainda conforme ele, trata-se do primeiro planejamento urbanístico em BH desde a sua fundação. " um empreendimento inovador, que terá muita área preservada, baixo adensamento populacional e um sistema viário eficiente e moderno, inclusive com a construção de ciclovias", destacou. A empresa ainda está em negociação com bancos  públicos e privados  para definir as formas de financiamento e de comercialização das unidades.

  Ainda de acordo com o gerente, as construções vão ocupar apenas um terço do terreno e todo o restante será de área verde preservada. Somente no bairro de Granja Werneck são 33 nascentes. Em toda a área do Ribeirão Isidoro são 280 nascentes e 64 córregos.

  A área é vizinha à Cidade Administrativa Tancredo Neves e à Linha Verde  região cobiçada pelo mercado imobiliário. Faz limite com Santa Luzia e está ao lado de bairros caracterizados pelo grande número de construções irregulares. Uma alteração na Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo, em maio do ano passado, deu parâmetros exclusivos para as construções nessa que é considerada a última área verde de Belo Horizonte. O objetivo é minimizar os riscos de ocupações irregulares. Pelos limites construtivos impostos pela PBH, os prédios do novo bairro deverão ter, no máximo, 13 andares, dependendo do nível do lote em que forem construídos.

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