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Mão de obra e preço de terrenos seguram construção

Fonte: Folha de Londrina - PR

Publicado em: 09/01/2011

O bom momento da economia brasileira somado às condições financeiras favoráveis para a construção civil deve garantir mais um ano de sucesso para o setor, embora com números menos exuberantes. Com emprego formal em alta e a perspectiva de forte expansão do crédito na área habitacional por pelo menos mais três anos, o principal entrave que se apresenta no horizonte do setor é a falta de mão de obra qualificada e a alta no preço dos terrenos.

A escassez de pessoal treinado tem se tornado cada vez mais presente na indústria da construção à medida que o ritmo de contratações - que tem quebrado recordes consecutivos - não consegue acompanhar a necessidade das empresas. Para minimizar a questão, as construtoras têm investido em programas internos de treinamento e na modernização do processo de construção. As novas tecnologias, além de exigir menos operários, permitem que prédios que antes eram levantados em 18 meses, agora fiquem prontos em menos de dez meses. O canteiro de obras se aproxima da linha de montagem, com placas de alumínio sendo encaixadas e preenchidas com concreto.

Ao partir de uma base robusta como 2010, que alguns apontam como um ano ''fora da curva'', o setor sabe que será preciso investir pesado na formação de pessoal e no desenvolvimento de novas tecnologias de produção, se quiser contornar a pressão de custos. Nesse contexto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) defende que os governos federal, estadual e municipal unam forças. ''Vamos intensificar a qualificação de trabalhadores nos cursos do Senai e nos canteiros de obra. Estamos demandando a abertura de novas vagas nas Etecs e Fatecs (escolas técnicas) e a modernização de currículos de engenharia'', diz Sérgio Watanabe, presidente da entidade, ao comentar o cenário para 2011. O sindicato, inclusive, foi procurado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) para discutir a modernização do currículo.

Entre as incorporadoras, iniciativas nesse sentido já são adotadas. A Rossi, por exemplo, criou uma Escola de Engenharia. Com um programa de dois anos, a iniciativa pretende formar 151 colaboradores até o final deste ano. A busca por ganhos de escala e menor dependência de mão de obra também levou a incorporadora a investir em uma central de produção de pré-fabricados, na cidade de Serra (ES) e em uma unidade de produção de paredes e lajes de alvenaria estrutural moldadas ''in loco'' em Manaus (AM). Combinadas, as duas fábricas têm capacidade de produzir 2,2 mil unidades por ano.

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