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Lucro da Rossi cresce 26% no trimestre, para R$ 78 milhões

Fonte: Valor Econômico - SP

Publicado em: 13/05/2011

As ações da Rossi Residencial responderam ontem pela maior valorização do Índice Bovespa. Os papéis subiram 6,07% e fecharam a R$ 14,85, levando a companhia a uma capitalização de quase R$ 4 bilhões  a mais alta neste ano. Durante o pregão, circularam no mercado dois relatórios  do UBS e Morgan Stanley  com recomendação de compra dos papéis.

Os resultados da companhia no trimestre, divulgados após o fechamento do mercado, ficaram dentro da expectativa dos analistas  em linha com o consenso Bloomberg, que reúne estimativas de cinco analistas.

A companhia fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 78 milhões, alta de 26% sobre os primeiros três meses de 2010. A margem líquida foi de 12% para uma média anual em 2010 de 14%. A receita líquida atingiu R$ 655 milhões. A receita apurada cresceu 33% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Do quarto trimestre para o primeiro trimestre, a receita caiu 7,8%, o que mostra vendas menores e também velocidade menor de obras (já que a receita, no setor, é contabilizada conforme o andamento das obras).

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 132 milhões, alta de 25% sobre o mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 20%, contra 16% de média no ano passado.

No começo deste ano, a Rossi seguiu o comportamento que já havia apresentado nos três últimos meses do ano passado e diminuiu a participação do segmento econômico no negócio. A fatia da baixa renda (sobre o valor geral de vendas), que havia sido de 71% no ano passado caiu para 26% este ano. A queda foi gradual, chegou na casa dos 50% no segundo e terceiro trimestres e caiu para 36% nos últimos três meses do ano. Como consequência, a Rossi deu prioridade ao médio e médio-alto padrão  fez seis lançamentos de um total de 11 projetos.

Segundo Cássio Audi, diretor financeiro e de relações com investidores, a empresa diminuiu sua participação no "Minha Casa, Minha Vida" no fim do ano passado quando o governo ainda não havia definido sobre o reajuste dos preços do programa  que acabou sendo feito no início deste ano. "O processo de desacelerar e depois voltar a acelerar é demorado", diz Audi, acrescentando que o objetivo da companhia é que, até o fim do ano, a participação do segmento econômico nos lançamentos fique em torno de 50%.

O consumo de caixa no trimestre foi de R$ 94 milhões. Segundo Audi, essa queima estava na ordem de R$ 200 milhões a R$ 230 milhões por trimestre. O valor diminuiu porque a Rossi teve maior número de repasses dos clientes aos bancos e realizou uma operação de securitização de recebíveis performados (unidades já entregues) no valor de R$ 50 milhões.

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