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Indicadores operacionais da Rossi melhoram no primeiro trimestre

Fonte: Valor Econômico - SP

Publicado em: 14/05/2010

A Rossi, que a partir de 2008 iniciou um trabalho para melhorar seus resultados e encostar no chamado "primeiro escalão" das construtoras, tem conseguido avançar em boa parte dos indicadores operacionais e financeiros. Beneficiada pela emissão de ações que aumentou seu caixa em quase R$ 1 bilhão, a empresa acelerou o crescimento.

As vendas contratadas da Rossi subiram 135% na mesma comparação, de R$ 283 milhões para R$ 666 milhões, e ficaram 7% acima do último trimestre do ano passado, que é sazonalmente mais forte. O lucro líquido foi de R$ 64 milhões no primeiro trimestre, 126% acima dos R$ 28,6 milhões apurados nos primeiros três meses de 2009.

A velocidade de vendas, que no início do ano passado estava abaixo das maiores do mercado, subiu durante todo o ano passado. "Tivemos cinco trimestres consecutivos de aumento da velocidade de vendas", afirma Cássio Audi, diretor financeiro e de relações com investidores da Rossi. Saiu de 15% no primeiro trimestre de 2009 para 23% no quarto trimestre e alcançou 25% de janeiro a março deste ano. Segundo Audi, o segmento econômico impulsionou o resultado, com uma velocidade de 37%. Os imóveis chamados econômicos, de até R$ 200 mil, representaram 55,2% das vendas e 73% do total lançado pela Rossi.

Os lançamentos da companhia totalizaram R$ 571 milhões, três vezes acima do primeiro trimestre do ano passado. Mas a empresa se propôs a lançar este ano R$ 3,3 bilhões e, proporcionalmente, precisaria ter lançado perto de R$ 825 milhões. "O primeiro semestre representa entre 35% e 40% dos lançamentos", afirma Cássio Audi.

A margem líquida da companhia subiu quando comparada ao primeiro trimestre do ano passado - de 9,6% para 13,1% -, mas ficou abaixo de todos os outros trimestres de 2009.

Assim, a margem líquida da Rossi interrompeu o movimento de alta que havia conseguido ao longo de 2009. As despesas comerciais e administrativas subiram 33,2% e 39% em relação ao início do ano passado.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) foi de R$ 109 milhões, alta de 110% sobre os R$ 52 milhões do ano anterior. A margem lajida aumentou 4,6 pontos percentuais, atingindo 22,1%.

O endividamento líquido foi de R$ 415 milhões. A relação dívida líquida sobre patrimônio liquido da companhia é de 17,7%. O caixa fechou o trimestre em R$ 882 milhões, sendo que a empresa captou R$ 928 milhões em uma emissão de ações em 2009.

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