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Financiamento de imóvel novo supera o de usado

Fonte: Jornal do Commercio - PE

Publicado em: 06/03/2010

Os departamentos de análise na regional da Caixa Econômica Federal estão abarrotados de projetos das construtoras locais para serem incluídos no Minha casa, minha vida. As empresas botaram fé no programa do governo federal e desde abril do ano passado até o início de maio deste ano a Caixa já financiou 9.489 unidades em Pernambuco. O investimento total foi de R$ 240 milhões. Já o número de unidades que estão sendo analisadas pelo banco chega a 32.506. O programa fez com que, pela primeira vez em anos, a Caixa financiasse mais imóveis novos do que usados.

“Várias empresas locais apresentaram projetos e a Caixa está empenhada na análise”, explica o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Alexandre Mirinda. Segundo ele, as construtoras só não apresentaram mais projetos porque esbarraram em um problema complicado: a falta de terrenos viáveis na Região Metropolitana do Recife (RMR).

A maioria dos terrenos fica em áreas sem acessibilidade e saneamento básico. Além disso, muitas empresas não tinham experiência em construir imóveis voltados para as classe C e D. Por sua vez, as pessoas da baixa renda não tinham recursos suficientes para bancar a casa própria. Deficiência que foi corrigida pelo subsídio concedido pelo governo federal que chega a R$ 17 mil. “Quando veio o Minha casa, minha vida, as construtoras começaram a tentar aprender para investir no mercado que mais cresce”, informa Mirinda. Das 9.489 unidades financiadas pelo programa em Pernambuco, 8.877 foram para famílias com renda de até seis salários mínimos.

O crescimento do potencial de compra das classes C e D levaram a Casa Grande Engenharia, construtora habituada a erguer moradias para as classes média e alta, a se unir a outra empresa mais experiente na construção de imóveis populares, a Romarco. As duas construtoras se uniram e criaram uma terceira, a Gran Marco.

Outra empresa que teve que se adaptar a este mercado foi a Rossi. A construtora vai lançar, em Camaragibe, um empreendimento dentro do Minha casa, minha vida, o Portal de Aldeia. O lançamento deve ser feito ainda este mês, em parceria com Gabriel Bacelar. Até o final do ano, mais dois empreendimentos serão lançados na RMR. “O Minha casa, minha vida é um programa muito inteligente e tem dado muitos resultados”, diz o diretor regional da Rossi, Fernando Motta.

A Construtora Conic Souza Filho tem 10 empreendimentos sendo analisados pela Caixa. Somados, eles chegam perto de cinco mil unidades. “Do ponto de vista comercial, não há problemas na análise da Caixa. Em relação à avaliação de engenharia, o banco tem superado nossas expectativas”, elogia o diretor da Conic, Lucian Fragoso. Os imóveis do Minha casa, minha vida têm que custar até R$ 130 mil e devem ser novos.

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